Servo dos Servos de Deus

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O desapego

Setembro 9, 2008 · Deixe um comentário

O desapego, como sabemos dos livros espirituais é uma grande e rara virtude cristã. Um grande santo, S. Filipe Neri, disse que, se tivesse uma dúzia de homens realmente desapegados, ele seria capaz de converter o mundo. Ser desapegado é ser desligado de todo laço que prende a alma à terra, é não depender de nada abaixo do céu, não se inclinar a nada temporal. É simplesmente não se importar pelo que outras pessoas procuram pensar ou dizer de nós ou nos fazer; cumprir a nossa tarefa porque é nosso dever, como os soldados vão à batalha, sem cuidar das consequências; considerar um puro nada o crédito, a honra, o nome, as circunstâncias fáceis, o conforto, os afetos humanos, se qualquer obrigação religiosa envolver o sacrifício dessas coisas. É sermos despreendidos de todos os bens da vida nessas ocasiões do mesmo modo como, em circunstâncias ordinárias, somos pródigos e liberais, por exemplo, no uso da água, ou fazemos presente de nossas palavras sem regateios a amigos ou a estranhos, ou afugentamos vespas, moscas e mosquitos que nos incomodam, sem dar sinal de irritação, sem hesitar, e com a maior naturalidade.

(Cardeal Newman)

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Setembro 4, 2008 · Deixe um comentário

Cardela Newman

Cardela Newman

Trecho do livro Pro Vita Sua do Cardeal Newman. Converso do Anglicanismo ao Catolicismo.

“Desde o momento em que passei a ser católico, é claro que não há mais história das minhas convicções religiosas para narrar. Não quero dizer com isto que o meu espírito ficasse ocioso, ou que desistisse de pensar em assuntos teológicos; mas, sim, que não tenho mudanças a registrar em que, no meu coração, não tem havido qualquer inquietação. Uma paz e satisfação completas têm-me inundado; nunca tive uma dúvida. Não tive consciência de, com a minha conversão, se ter dado no meu espírito qualquer mudança, intelectual ou moral. Não me dei conta de uma fé mais firme nas verdades fundamentais de revelação, de um maior autodomínio, nem de um maior fervor; mas era como se regressasse ao porto depois de um mar revolto; e a minha felicidade sob esse aspecto continuou até hoje, sem interrupção”.

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